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Silas assume comando técnico

22/10/2026

Treinador assina até ao final da época e sucede a Sérgio Fonseca. As características do plantel e a ambição do clube foram os pilares que o motivaram para o novo desafio.

Jorge Silas é o novo treinador principal do AFS. O técnico sucede a Sérgio Fonseca e assinou contrato válido até ao final da temporada. Aos 50 anos, além da experiência larga como jogador (foi internacional português e jogou na Premier League), Silas traz na bagagem um currículo importante, desde logo por ter treinado o Sporting, mas também o Belenenses, a B SAD, Famalicão e AEL Limassol (Chipre), todos no primeiro escalão, mas acima de tudo por conhecer muito bem a II Liga de Portugal. Nos últimos três anos foi treinador de CD Mafra, CS Marítimo, UD Leiria e SC Farense, sempre com resultados meritórios.

Sem tempo a perder, porque domingo há jogo com o CD Tondela, Silas apresentou-se aos jogadores, conheceu a estrutura, staff e instalações do clube da Vila das Aves e começou de imediato a trabalhar. “Foi fácil aceitar o convite, desde logo por conhecer bem a equipa, como todas da II Liga, e esta enquadra-se dentro dos projetos que nós achávamos aliciantes. Queríamos uma equipa com qualidade individual que nos pudesse permitir lutar para os lugares de cima. Depois porque tem jogadores que nos podem permitir jogar dentro daquilo que são as minhas ideias de jogo. Aquilo que eu procuro nas minhas equipas é que sejam parecidas com aquilo que eu era como jogador: que gostem de ter bola, de mandar no jogo com bola. Procuro que as minhas equipas se imponham no jogo de forma natural através da posse e que tentem recuperar a bola rapidamente quando não a têm. Mas nem sempre é possível, claro. Mas vamos jogar sempre para ganhar”, começou por indicar aos meios de comunicação do clube. “Outro traço importante nas nossas equipas é podermos potenciar jogadores. Temos um histórico muito grande  de jogadores que trabalham connosco a serem transferidos. Acredito que isso rambém faz parte das nossas funções, ajudar os jogadores a serem melhores”, completou.

Sobre o AFS e a II Liga, o treinador reconheceu as características específicas deste campeonato. “Normalmente as equipas que vêm da I Liga têm expectativas muito altas, porque parece que têm a obrigação de subir. É muito importante equilibrar as expectativas, pois os jogadores vêm de uma dinâmica negativa da I Liga. Aqui não é tanto assim, porque o plantel mudou muito, mas é preciso entender também que as equipas na II Liga são realmente muito equilibradas. Aqui nunca é muito claro que o 1º classificado possa ganhar em casa ao último”, continuou. “Esta é uma equipa muito jovem. Gosto muito de trabalhar com jovens, mas acho que é importante ter alguma experiência para suportar a juventude. Mas a irreverência, a fome, a ambição são muito importantes. É importante ter gente num plantel que queira chegar lá acima, seja com transferência, seja subindo de divisão. A vontade de melhorar a cada treino e chegar a todos os jogos para ganhar é muito importante”, prosseguiu.

O primeiro contacto com os jogadores deixou-o entusiasmado. “A minha mensagem é sempre muito positiva, de encontro à minha maneira de jogar e aquilo que os jogadores precisam. Gosto de perceber o que eles sentem e como se sentem confortáveis. Gosto de perceber junto deles o que estão a sentir ou não. Na realidade, o meu trabalho é encontrar contextos onde eles se sintam confortáveis e acreditem no que estão a fazer. Na realidade, eles é que jogam. Houve, nessa conversa, compromissos assumidos. Eu assumi um compromisso com eles, eles assumiram comigo. Não vou revelar o quê, mas foram assumidos compromissos e agora já sabemos quais as responsabilidades de cada um. Acho que correu bem. Correu bem. Nos primeiros treinos vamos querer meter muitas coisas nossas, não melhores nem piores, mas diferentes. Senti uma abertura grande. Não senti resistência dos jogadores e isso é bom. Fui futebolista, não tenho vantagem, mas sei o que eles sentem às vezes apenas pelo olhar. Sei criar uma relação próxima com os jogadores de forma que eles confiem em nós e nós neles”, concluiu.