Na antevisão ao jogo com o CD Santa Clara, João Henriques destacou a evolução do adversário, mas refere também o crescimento do AFS e a vontade de somar os 3 pontos.
O treinador do AFS fez, este sábado, a antevisão ao jogo de amanhã, frente ao CD Santa Clara, a contar para a 26ª jornada da Liga Portugal Betclic. João Henriques referiu que este “é um jogo de maior importância” apenas “porque é o próximo” e garantiu que não vai “mudar o discurso quando as coisas estão bem ou quando estão mal”. O técnico destacou o crescimento da equipa do Santa Clara, desde que Petit assumiu a equipa e reforçou o discurso dos últimos jogos, apontando ao foco na tarefa e não na classificação. Por fim, realçou o crescimento da equipa nos últimos jogos. “As semanas têm sido fantásticas, os jogadores a quererem crescer, a quererem dar a volta à situação”, elogiou.
EXPETATIVAS PARA O JOGO: “As expetativas continuam a ser as mesmas. Não vamos mudar o discurso quando as coisas estão bem ou quando estão mal. Vamos manter sempre o nosso rumo, que é irmos crescendo como equipa, melhorando, preocupar-nos com as nossas tarefas e saber que, se estivermos no nosso melhor, em termos individuais e coletivos, estaremos muito perto de vencer o jogo. É nisso que vamos estar focados até ao final, independentemente do adversário, em casa ou fora. Obviamente que isto implica pontos, se estivermos muito bem e vencermos o jogo são mais três pontos importantes para a nossa caminhada. Este é um jogo de maior importância porque é o próximo. Vamos olhar sempre desta forma.”
ADVERSÁRIO: Percebemos que desde que o Petit entrou, a equipa cresceu, em termos de consistência de resultados. Começou com duas derrotas, depois dois empates e agora uma vitória. Em termos de resultados melhorou e sabemos que a equipa tem tido um desenvolvimento grande. Essa evolução, com pontos conquistados, dá-lhes também confiança.
JOGO DE ESPECIAL IMPORTÂNCIA: “De especial importância foram todos os jogos desde que entramos aqui. Olhamos para todos os adversários da mesma forma, porque olhamos para cima e vemos todos. Não nos focamos na questão da tabela classificativa, focamo-nos nas nossas tarefas, naquilo que podemos fazer. Se formos competentes, individual e coletivamente, estaremos muito perto de vencer e vamos ser felizes novamente. Queremos dar boa sequência a estes últimos jogos que fizemos com pontos, com baliza a zeros, com o crescimento da equipa, com boas performances, sendo uma equipa mais sólida. Obviamente que cada jogo que passa é menos uma oportunidade de somar pontos, e este é de especial importância por isso mesmo, também por ser contra um adversário que luta pelos mesmos objetivos que nós.”
DÉFICE OFENSIVO: “Verificamos que nos dois últimos jogos as melhores oportunidades foram nossas, mas não fomos eficazes e não fizemos o golo que seria suficiente para vencer. Queremos ter mais oportunidades também, é importante a equipa ter mais situações. O futebol não é uma modalidade como o andebol ou o basquetebol, em que há muitos pontos. No futebol temos de ser mais eficazes, criar mais oportunidades. Sabemos que é importante para a equipa continuar a não sofrer golos, mas para continuar a ganhar confiança temos de ser uma equipa que crie mais oportunidades, que faça golos. Essa é a fase mais importante, porque o objetivo principal é fazer golos. Nos últimos três jogos ficamos aquém das nossas expetativas. Apesar de termos criado algumas boas oportunidades para fazer golos, queremos criar mais.”
CRENÇA ATÉ AO FINAL: Desde que cheguei, a equipa está muito consciente que não podemos olhar para a tabela. A distância era grande, não havia vitórias na altura, muita dificuldade em somar pontos. Havia uma descrença grande e uma desconfiança, mesmo em termos pessoais, por parte dos jogadores. Agora não é assim. Vemos uma equipa muito confiante naquilo que tem para fazer, grande confiança nas suas capacidades, uma boa organização coletiva, o que também ajuda o jogador a potenciar as suas capacidades. Eles reconhecem que a equipa está a crescer e sentem que cada vez estão mais perto de vencer jogos. Esquecendo o passado, esta boa sequência de pontos nos últimos quatro jogos é uma situação que acaba por ser normal. Se olharmos só para os últimos quatro jogos, estamos em 8º lugar na Liga, se alargarmos um pouco mais, na segunda volta o AFS estaria fora da zona de descida, a discutir a permanência. O que está para trás eu nunca falei, nem nunca vou falar, temos de olhar para o que temos. Olhando para estes dados, dá-nos esperança que consigamos melhores resultados e que vamos continuar a crescer como equipa. Queremos fazer mais sequências destas, como esta dos últimos 4 jogos, com uma derrota, dois empates e uma vitória. Para equipas que disputam o meio da tabela, é uma situação normal. Estamos nesta fase da normalidade, o que está para trás é que não foi normal, mas temos de arcar com essas consequências. Não olhamos para o passado, olhamos para o presente e para o futuro, que é aquilo que conseguimos controlar. É assim que os jogadores estão a encarar as coisas, de uma forma muito positiva. As semanas têm sido fantásticas, os jogadores a quererem crescer, a quererem dar a volta à situação, e com plena esperança de que conseguem atingir o objetivo final.”
JOGO ESPECIAL: “Foram duas épocas fantásticas no Santa Clara. Tenho um carinho especial por aquele clube, que me acolheu tão bem, e passei bons tempos nos Açores, em São Miguel. Isso fica sempre na nossa recordação, nunca vou esquecer essas duas épocas, mas a partir do momento que entramos em campo deixa de existir tudo isso. Durante 90 minutos, o carinho especial que tenho pelo Santa Clara vai ficar de parte, porque o AFS e a conquista dos três pontos é mais importante nesta altura. No final, se o Santa Clara e o AFS ficarem na I Liga eu ficarei ainda mais satisfeito.”