João Henriques aponta a uma vitória em Vila do Conde, frente a um Rio Ave FC na melhor fase da época. Independentemente de as contas avenses estarem complicadas, o técnico quer mostrar a melhor versão da equipa até ao final do campeonato.
O treinador do AFS fez, esta quinta-feira, a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Rio Ave FC, da 30ª jornada da Liga Portugal Betclic. João Henriques quer “uma equipa competitiva” até ao fim, focada em melhorar a eficácia que tantos pontos tem custado e em conseguir já a primeira vitória fora, um dos objetivos que o plantel ainda tem. As contas de uma eventual despromoção não são assunto, porque o cenário há muito é complicado e o foco tem sido em melhorar, algo que objetivamente tem sido consguido, ainda que o passado obrigasse a mais.
EXPETATIVAS PARA O JOGO: “Nós vamos fazendo o nosso trabalho, à semelhança do que fizemos no jogo com o Vitória SC. Queremos ser uma equipa competitiva, lutar pelos pontos em disputa até ao último minuto. Queremos continuar a ser uma equipa competente em cada um dos momentos, melhorar o aspeto da eficácia e sentir o crescimento da equipa. Depois de um jogo menos conseguido contra o Gil Vicente, voltámos a ser uma equipa competitiva e queremos manter isso até ao fim do campeonato. Penso que o Rio Ave já tem as suas contas resolvidas, mas até ao fim da época vamos estar envolvidos com adversários que não as têm e temos de nos preparar muito bem para cada um dos jogos, com o objetivo de conquistar o máximo de pontos, sermos uma equipa competitiva e dignificar não só o clube e os nossos adeptos, mas também a competição. Temos que ser uma equipa muito séria, até porque vamos enfrentar um adversário que vem de uma sequência muito boa, a melhor da época, e sabemos exatamente o que temos pela frente.”
POSSIBILIDADE DE DESCIDA NESTA JORNADA: “Nós vamos fazer o nosso papel. Vencendo, os adversários têm de fazer também a parte deles para que isso aconteça. O que está nas nossas mãos é o nosso jogo e os nossos pontos, tudo o resto já não depende de nós. Não vamos focar-nos nisso porque estamos dependentes dos adversários. O foco está naquilo que podemos controlar: o nosso jogo, sermos competitivos e competentes até ao fim, tentar fazer golos e não sofrer, num jogo que vai ser difícil, com toda a certeza.”
ANÁLISE AO ADVERSÁRIO: “O Rio Ave vem de uma boa sequência. Depois de uma altura mais intermitente nos seus resultados, conseguiu uma consistência boa, na qual definiu uma estrutura diferente nos últimos jogos daquela que tinha para trás. A partir dessa altura, os resultados surgiram e a equipa está a demonstrar que tem jogadores de qualidade. Em termos individuais, é uma equipa muito forte, coletivamente encontrou um acerto para que as coisas resultem. É um adversário que está numa boa sequência e que vai ser muito difícil de defrontar. No último jogo, por exemplo, fizeram dois golos de bola parada e somaram mais uma vitória fora contra um adversário a lutar pelos mesmos objetivos.”
DIFICULDADES DURANTE A ÉPOCA: “Quando assumi este desafio, visto de fora pouca gente acreditava que fosse possível a equipa conseguir a manutenção. Eu acreditei. Acreditei, desde logo, na pessoa que me convidou, o Diogo Boa Alma. Acreditei num conjunto de pessoas que vieram comigo ajudar, acreditei na estrutura e nos jogadores. Continuo a acreditar porque desde que cheguei a equipa melhorou em muitos aspetos. Defensivamente, deixou de ser a equipa que sofria muitos golos, passou a ser uma equipa que criou mais oportunidades, mas que ainda não tem a capacidade para as concretizar, e passou a fazer mais pontos. Encontrámos o nosso meio-campo com Roni, Gustavo e Pedro Lima no jogo com o Estoril e vencemos. O Lima nesse jogo saiu lesionado, voltou alguns jogos depois e saiu o Roni lesionado. Isto está relacionado às características – e não às competências – porque tanto o Galletto como o Algobia são muito competentes, mas com características parecidas a outros. São pequenos detalhes que fizeram a toda a diferença, tivemos três ou quatro empates que poderíamos ter vencido, tal como este último jogo, e se assim fosse estávamos na luta até ao final. Acreditei por isso mesmo e não me arrependo de nada, independentemente do que surja para a frente. Aquilo que aquilo que fizemos aqui todos, em conjunto, é como um título para nós, porque conseguimos inverter de certa forma a situação. Estamos à beira de evitar que isto seja catastrófico e vamos conseguir. Vamos à procura dos 15 pontos e de uma vitória fora. Se olharmos para os últimos cinco jogos estaríamos fora da zona de despromoção, nos últimos 10 igual e nos últimos 15 estaríamos a apenas 3 pontos dessa linha. Mas o que está para trás não controlamos. Evoluímos na questão desportiva e, mesmo para efeitos financeiros, potenciamos jogadores para o clube ter possibilidade de os vender.”
POSITIVIDADE DO TREINADOR: “Eu sou uma pessoa muito positiva. Uma eventual descida de divsão não me belisca absolutamente nada, porque está à vista de todos aquilo que este staff e estes jogadores fizeram desde que chegámos, com o apoio da estrutura. Obviamente ninguém gosta de ficar ligado a uma descida de divisão, é uma luta constante à procura de outros objetivos, mas foi um desafio importante para perceber a minha capacidade como líder, para meter os jogadores a serem competitivos como nos últimos jogos. Quando as coisas correm mal, correm sempre muito mal e inverter a situação é mais difícil. Acredito muito que isto são ciclos, o ciclo positivo não se vai manter para sempre e o negativo igual. Quando vim, sabia o risco que isto era. Podia correr tudo muito bem e era extraordinário, mas não correndo, naturalmente ficamos todos ligados a uma descida de divisão. Não é normal no campeonato chegarmos ao fim da primeira volta e ter três ou quatro pontos. É difícil, não estamos felizes por estar na posição que estamos. Mas olhando para o trabalho sem olhar para a tabela classificativa, tenho de classificar como boa a prestação dos jogadores, da equipa e da estrutura.”