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“Último jogo aumentou a responsabilidade”

01/05/2026

João Henriques promete uma equipa a lutar pelos três pontos em casa do Nacional e até ao fim do campeonato, à imagem do que fez contra o Sporting. Seriedade é inegociável.

O treinador do AFS falou em conferência de imprensa de antevisão ao jogo frente ao CD Nacional, a contar para a 32ª jornada da Liga Portugal Betclic. João Henriques vincou que quer novamente uma equipa competitiva, como no jogo frente ao Sporting CP, mas recordou que esse comportamento tem sido repetido e viu-se, inclusive, em Alvalade. O treinador português valoriza o adversário que se segue, até porque “o Nacional está num momento muito bom da época”, mas assume o desejo de somar a primeira vitória fora de casa e ultrapassar a marca dos 15 pontos.

LUTAR ATÉ AO ÚLTIMO JOGO: “Para nós é ponto de honra sairmos de cada um dos jogos da forma como saímos do último. É fundamental continuarmos com um sorriso na cara no final de cada jogo, com um sentimento de dever cumprido. Ou seja, é fundamental sermos uma equipa competitiva, que luta pelos pontos e que dignifica a Liga, a Vila, os adeptos e o clube. Nesta altura, os jogadores saem dos jogos com o sentimento que o empate sabe a pouco, têm essa ambição de serem competitivos em todos os jogos. Depois, a consequência dessa forma de abordar os jogos será a conquista dos micro-objetivos que temos e não temos dúvidas que os vamos conquistar. Temos uma boa oportunidade para conquistar a primeira vitória fora, contra uma equipa que está num bom momento da época, e que nos últimos quatro jogos venceu três. Vamos ter um adversário difícil, como são todos, mas vamos tentar conquistar os três pontos na Madeira. Numa jornada, fecharíamos dois micro-objetivos de uma vez: uma vitória fora e ultrapassar os 15 pontos. Esses são os dois principais objetivos, mas sobretudo sentirmo-nos satisfeitos com aquilo que é a nossa performance.”

JOGO FRENTE AO SPORTING CP: “O último jogo aumentou a nossa responsabilidade. Demonstrámos que somos capazes de ter este tipo de postura e, portanto, temos de a manter sempre. Esta é a responsabilidade que temos no momento: manter este nível perante os adversários que defrontaremos até ao final. É isso que vamos continuar a fazer, não só pela forma escrita e assumida institucionalmente, como nós mesmos dentro do grupo já demonstrámos isso. Este jogo com o Sporting foi semelhante ao que tivemos em Alvalade para a Taça de Portugal. Não foi uma coisa que aconteceu esporadicamente. Aliás, na maior parte dos jogos desde que eu estou presente, a postura tem sido esta.”

EQUIPA JÁ DESCIDA: “A melhor resposta que demos foi a nossa postura. Provavelmente ninguém acreditaria que o AFS desse a resposta que deu, mas o que é facto é que a resposta dos jogadores e da equipa foi tremenda. Isso é um trabalho difícil, mas felizmente surtiu efeito numa equipa viva e que dentro de campo mostrou alegria, depois de uma semana em que foi sentenciada a descida. Aquilo que disse aos jogadores é que temos de sorrir para as adversidades, que vão aparecer muitas vezes durante as nossas vidas, porque só assim é que crescemos como jogadores, como profissionais e como homens. O presente é o mais importante, mas devemos começar a olhar para o futuro.”

ANÁLISE AO ADVERSÁRIO: “Vai ser um desafio difícil. É uma equipa que está num momento muito bom da época, teve um período difícil, como todas as equipas acabam por passar, mas de repente venceu três jogos em quatro. Isso dá estabilidade neste momento da época, porque têm a manutenção praticamente garantida. Estamos perante um adversário organizado, que sabe o que tem de fazer dentro de campo, tem bons jogadores, é muito bem orientado e é uma equipa que respira confiança pelo momento que atravessa. Vai ser um jogo difícil, dentro do contexto que é jogar na Choupana, da viagem e das questões inerentes à deslocação à ilha da Madeira. Estamos preparados para isso, temos jogadores que já estiveram na Madeira como jogadores, eu já estive como treinador e sabemos o que vamos encontrar. Não tenho dúvidas que a equipa vai cumprir na atitude competitiva, na seriedade e na disputa dos três pontos.”

TIMING DA CHEGADA DE JOÃO HENRIQUES: “Senti que foi uma chegada tardia e tive jogadores que me disseram isso. No final do jogo com o Sporting, um jogador perguntou-me o que estive a fazer tanto tempo na Polónia. Se tivéssemos tido mais tempo juntos, sinto que estaríamos noutra posição. Mas o futebol é isto mesmo, não podemos mudar o que está para trás. Aquilo que foi feito desde que cheguei, com os jogadores e toda a estrutura, tem sido muito interessante. Já disse a algumas pessoas do clube que foi dos trabalhos que me deu mais gozo de fazer, porque era um desafio tremendamente difícil. Fomos de uma situação muito má para uma situação em que, atualmente, sentimos que podia ser diferente. Em termos desportivos, não podemos dizer que houve sucesso, porque descemos de divisão, mas em tudo o resto sentimos que o trabalho foi bem feito. O staff que chegou, os jogadores e toda a estrutura envolveram-se conjuntamente num espírito muito saudável. Lamentamos apenas o facto de que, quando chegámos, já terem decorrido tantas jornadas e termos tão poucos pontos, mas isso são aprendizagens que ficam para todos. Não me excluo de nenhuma das minhas responsabilidades da descida, porque também faço parte dela, mas sentimos que o trabalho foi em crescendo. Sentimos a frustração de, neste momento, não estar a disputar outra coisa que não estes micro-objetivos de que falei”.

FUTURO DO TREINADOR: “Continuo a dizer a mesma coisa. Temos tempo de falar sobre o que vem para a frente, o meu foco é exclusivamente os jogos que faltam. Assumimos uma responsabilidade acrescida com este jogo do Sporting, temos que fazer o mesmo com o CD Nacional, o FC Porto e o Moreirense. Para mim é muito importante e é o que digo aos jogadores, a última imagem é que vai ficar. Queremos deixar uma imagem condizente com aquilo que fizemos durante estes quatro meses.”