João Henriques lançou o jogo com o Moreirense com confiança no primeiro triunfo da temporada. Os dois últimos jogo e a forma como a equipa trabalhou nos últimos treinos são motivadores que baste.
O treinador do AFS fez, esta manhã, a antevisão ao último jogo da primeira volta, que se disputa amanhã, sábado, às 20h15, na Vila das Aves. O adversário – Moreirense – é um vizinho e está confortável na classificação, mas esse é um dado que, de acordo com João Henriques, não entrará em campo amanhã. O técnico está cada vez mais confiante de que as vitórias chegarão e acredita que seja amanhã, atendendo aos vários sinais que a equipa lhe vai dando. João Henriques pede 1,4 pontos por jogo, em média, para a salvação, algo que até nem obriga a fazer muito mais do que aquilo que é normal para uma equipa que joga pela permanência ou pelo meio da tabela. Na antevisão ao jogo, na qual o treinador começou por desejar bom ano a todos os avenses, esperando “que 2026 seja claramente melhor do que 2025”, Adriel e o mercado de transferências também foram assunto.
ANÁLISE AO MOREIRENSE: “O Moreirense é muito estável, tem 21 pontos na tabela e está bem, apesar de vir de um momento sem vitórias. O Moreirense tem um ADN próprio, é bem trabalhado, tem tido continuidade ao nível de jogadores de uma época para a outra e é sempre muito competitivo. Começaram extraordinariamente bem, agora estão a passar por um momento menos bom em termos de resultados, mas continua a ser uma equipa muito perigosa, precisamente porque mantém as duas ideias.”
INDIVIDUALIDADES DO RIVAL: “O Moreirense tem sempre os olhos colados na baliza adversária. É muito sólido defensivamente e sabe quebrar os pontos fortes do adversário. Aliás, é a terceira equipa da Liga com mis faltas cometidas. As individualidades estão lá, tem um goleador (Schettine) em alta, o Dinis muito bem nas assistências, envolve bem os seus laterais e tem um jogo exterior muito forte. E tem médios que dispensam apresentações, um deles passou por aqui (Benny), outro muito desequilibrador (Alanzinho) e um trinco sempre bem posicionado para as coberturas. E depois há a estrutura central, que está no clube já há algum tempo, também conheço o guarda-redes (André Ferreira) do meu tempo no Santa Clara. É um clube com individualidades, com uma boa ideia de jogo e que está a jogar um futebol muito agradável.”
PERSPETIVA DE JOGO DO AFS: “Da nossa parte temos de dar continuidade ao que fizemos nos dois últimos jogos. Fizemos 45 minutos muito bons com o Nacional, fomos sólidos com o FC Porto, mostrámos que também podemos ser perigosos na frente. Vamos continuar a melhorar. Sabemos que o adversário tem competência, mas nesta fase os nossos jogadores estão a acreditar muito e isso vai dar-nos alento. Se estivermos ao nosso nível e equilibrados emocionalmente, vamos conquistar os três pontos.”
MERCADO E REFORÇOS: “O nosso foco é só o próximo jogo. Os principais reforços são os que já cá estão, porque os jogadores atuais têm qualidade e estão confiantes. Sabemos que nesta janela todas as equipas terão entradas e saídas, nós não fugiremos à regra. Mas neste momento o foco é só o Moreirense e estarmos preparados para o jogo. Queremos a primeira vitória.”
ADRIEL E GRUPO DE GUARDA-REDES: “Os guarda-redes que estão têm estado a fazer um trabalho fantástico e não é por falta de qualidade que vamos trazer jogadores. Quando se traz jogadores, muitas vezes é para aumentar a competitividade interna e para que quem cá está dê também passos em frente. Quando alguém chega de novo também não tem o peso do passado, vem sempre mais leve. E trazer essa leveza também pode fazer o grupo mais leve. Neste momento não temos em vista nenhuma saída, queremos é aumentar a competitividade do plantel. Pensaremos nisso mais para a frente. Neste momento estamos muito satisfeitos com o trabalho do Simão, João e Trigueira. Têm feito um trabalho fantástico desde que cheguei. O Adriel vem com a sua qualidade, porque pode-nos ajudar. Mas para conquistar alguma coisa tem de trabalhar como os outros e superar em qualidade os que já cá estão. Se mostrar as suas competências, os que já cá estão vão também aumentar o nível em treino e ficaremos muito bem servidos.”
SENSAÇÕES APÓS DRAGÃO: “Quando saíram do Dragão, os jogadores sentiram que estamos cada vez mais próximos da primeira vitória. Isso foi o que sentimos e vimos em campo. Houve alguns aspetos chave muito positivos para nós. Um deles foi sofrer golo e saber-se manter no jogo, algo que não acontecia antes. Outro foi termos consentido poucos lances de golo ao FC Porto, o que não é normal. A equipa sentiu-se confortável no jogo, organizada, estável, sabia o que fazia. Isso é o que eu quero. Quero que o SAFS seja sempre competitivo e pense sempre nos três pontos. Ano novo, vida nova? Eu utilizei isso desde que cheguei. Desde que eu cheguei temos uma derrota e um empate e com exibições em crescendo. Falta a primeira vitória para espoletar os resultados que tanto desejamos e acreditamos que podemos conseguir.”
MÉTRICA PONTUAL: “Tenho uma teoria sustentada em dados. A tabela muitas vezes é mentirosa, porque nem sempre reflete a qualidade coletiva e individual. Reflete é resultados. Olhando para o nosso adversário, por exemplo, tinha 12 pontos nas cinco primeiras jornadas. Vamos transportar isso para nós. Se conseguirmos uma série dessas, em algum momento da época, igual ao que o Moreirense fez, encostamos de certeza aos outros. Eu não me preocupo com os outros, porque não os controlo. O que digo é que temos de nos preocupar com a nossa tarefa. Se assim o conseguirmos, tenho a certeza que vamos vencer jogos. Se conseguirmos sequências boas, melhor. Mas isso é muito difícil no campeonato português para equipas que jogam para a permanência ou meio da tabela.”
FOCO DA EQUIPA: “Se continuarmos a tarefa de melhorar, estaremos mais próximos. Se entrar no treino do AFS, respira-se saúde, respira-se confiança, porque eles estão a sentir que afinal sabem fazer as coisas. Falta o clique da vitória. Se fizemos 1,4 pontos por jogo em média, vai dar. E isso não é nada de incrível, é algo normal. Não podemos olhar muito para os outros. Temos de ser pragmáticos, estáveis e olhar para nós. Quanto mais pontos conseguirmos sucessivamente, mais próximos vamos ficar, O mercado de janeiro muda muitas coisas, algumas equipas vão abanar. Nós vamos em crescendo e vamos aproximar paulatinamente.”
EVOLUÇÃO MENTAL E DEFENSIVA: “Trabalhámos durante a semana e chegámos ao Dragão e conseguimos. No primeiro jogo, o golo do Nacional foi um balde de agua fria. No Dragão não aconteceu, porque já trabalhamos para isso. No Dragão o mais provável era sofrermos e se nos descontrolássemos viriam outros golos de seguida. Mas não aconteceu e a verdade é que continuámos dentro do resultado.”
EVOLUÇÃO GERAL: “Não há toques de magia, não vamos ficar já a 100% até porque ainda nem tempo para respirar tivemos. Mas o que fizemos até aqui deixa-me satisfeito. Eles mostraram que estão capazes e estáveis para crescer e que os resultados vão aparecer.”