João Henriques entrega a responsabilidade a “100% ao FC Porto”, mas recusa-se a alinhar na crença geral de que os dragões vão vencer.
O treinador do AFS falou hoje sobre o encontro com o FC Porto (amanhã, 20h15, Estádio do Dragão), numa Conferência de Imprensa em que até se falou mais do estado atual da equipa do que propriamente do confronto. No cargo há pouco mais de uma semana, João Henriques ainda traça as medidas ao plantel, mas encontrou gente com ânimo e crença para ir à luta e dar a volta à classificação. A próxima oportunidade para o começar a fazer é já no Dragão, um palco muito difícil, mas onde João Henriques se imagina a vencer, até porque o plantel pensa nisso, mesmo contra a corrente geral.
ESTADO DE ESPÍRITO DO GRUPO: “Não tenho comparativo com semanas anteriores, mas o que me apraz dizer em relação ao grupo é que este me surpreendeu pela forma aberta e positiva como está a acolher as ideias e os primeiros treinos, o bom ar e a boa disposição que tem, porque eles também estão a ir na onda de acreditar. Este jogo tem 100% de responsabilidade do adversário. Hoje, toda a gente pensa que vamos perder no Dragão, com exceção do grupo de trabalho. O grupo tem confiança no que pode fazer e isso é muito da disposição que está presente nestes dias de trabalho.”
JOGO COM ADVERSÁRIO ESPECIAL?: “Preparámos este jogo da mesma maneira que preparámos todos. A minha forma de estar e ser é essa. Qualquer adversário é uma oportunidade boa para pontuar e ganhar, eu pelo menos penso assim. Seja em casa ou fora. Obviamente sabemos o grau de dificuldade deste jogo. Se ninguém ainda venceu o FC Porto neste campeonato é porque não é fácil. O FC Porto está em 1º lugar merecidamente, é um equipa forte, dispensa apresentações, é apreciada pelo seu futebol desde o início de época, pela forma intensa como se apresentou nos primeiros jogos. Conhecemos as dinâmicas do adversário, mas preparámos o jogo da mesma forma que preparámos o Nacional, tudo igual em tudo, também na ambição. O grau de dificuldade é que é diferente.”
EVOLUÇÃO DA EQUIPA: “Faço sempre a análise do jogo, em vídeo, com a equipa. E desta optámos por salientar as coisas boas que fizemos com o Nacional e olhem que tivemos de cortar muitas, pelo que já foram bastantes. Obviamente que o momento da equipa e o avançar das jornadas fazem com que o momento após sofrer golo traga fantasmas do passado à equipa, aquele sentimento de não ganhar. Mas depois a equipa também soube reagir e isso foi um bom dado. Com apenas 10 jogadores, a equipa mostrou saber reagir às adversidades e isso é positivo. Os jogadores podem fazer mais do que fizeram até hoje. Eles sabem disso e estas reações são bons indicadores.”
DIFICULDADE DO JOGO: “Nós sabemos que, em 10 jogo com estas equipas, perdem-se oito, ganha-se um e embata-se outro. Pode ser este. Vamos preparados ara isso. É uma oportunidade. Mas isso é a minha forma de estar. Eu, contra o FC Porto, tenho exatamente esta estatística. Mas há muitas dificuldades, o adversário, o estádio, um rival com dinâmica de vitória, que respira confiança ao contrário de nós.”
AUSÊNCIA DE RÚBEN SEMEDO: “Nunca me preocupo com quem não está, mas com quem pode jogar. Obviamente a preferência do treinador é contar com todos, mas não sendo possível não penso mais nisso. Todos os outros estão preparados para jogar e conscientes daquilo que têm de fazer.”
FORMA DE ABORDAR OS JOGOS: “Focar na tarefa. A consequência do bom desempenho na tarefa vai ser o resultado. Se fizermos tudo bem, estamos muito mais próximos de vencer. Nem sempre é assim, mas se fizermos as nossas tarefas bem, individual e coletivamente, estaremos mais próximos de ganhar do que estivemos. Não poemos ficar na classificação, nem se o adversário está perto ou longe. Temos é de nos focar na tarefa. A equipa tem pela frente 19 jogos e vai ganhar. Tenho a certeza. Não sabemos quantas vezes. Vamos ganhar, perder e empatar, vamos tentar ganhar mais do que perder, porque necessitamos desses pontos, mas focados na tarefa. O campeonato é muito longo, há momentos. Há equipas que estão a respirar confiança, mas há momentos. Outras começaram muito bem, mas agora não têm ganho, como por exemplo o Gil Vicente. O AFS ainda não venceu, vai vencer de certeza, não sabemos quando, mas quando vencer até pode ser o espoletar de mais confiança, mais vitórias e de um campeonato até condizente com o valor da equipa.”
ESTRUTURA TÁTICA: “Estamos numa fase de avaliação do grupo de trabalho, a conhecer melhor os jogadores e a tentar tirar o melhor de cada um deles. Dentro disso, tentaremos ajustar a melhor estrutura para cada um dos jogos. A seguir ao Moreirense teremos duas semanas para trabalhar com mais calma e avaliaremos da melhor forma.”
Conferência de Imprensa na íntegra abaixo.