Na antevisão ao jogo com o CD Tondela, João Henriques elogiou o adversário, mas sublinhou que o objetivo é conseguir algo que ainda não foi conseguido. Apesar de ser um confronto entre últimos, o treinador destaca que pressão há em todos os jogos.
O treinador do AFS fez, esta sexta-feira, a antevisão ao jogo da jornada 27 da Liga Portugal Betclic, frente ao CD Tondela. João Henriques destacou que o grupo quer “conquistar rapidamente a primeira vitória fora” e que “sendo competitivo e competente, vai estar mais perto de ganhar.” O técnico elogiou o CD Tondela, que “tirando o último jogo que foi surpreendido em casa, vinha de uma sequência de cinco sem perder”, antes de falar da situação da sua equipa: “Se olharmos para as últimas cinco jornadas, temos cinco pontos”. Por fim, garantiu que não há uma pressão adicional sobre o desafio, tendo em conta que se defrontam os dois últimos da tabela. “Isso há em todos os jogos, para mim é sempre igual”, concluiu.
EXPETATIVAS PARA O JOGO: “As expetativas são sempre as mesmas. Dentro do grupo temos uma premissa de irmos conquistar rapidamente a primeira vitória fora, para não sermos a única equipa no campeonato sem o conseguir. Isso para nós é um ponto a acrescentar dentro daquelas coisas normais que vamos tentar fazer. Sabemos quem é o Tondela, onde estão na tabela classificativa, sabemos que é um jogo importante e é mais uma oportunidade para nos aproximarmos de quem está à nossa frente. Por essa ordem de ideias, vamos para este jogo tentar ser competitivos e competentes, para no final sermos felizes. Se nos preocuparmos connosco, com a nossa performance, em sermos individual e coletivamente uma equipa competente, vamos estar perto de ganhar.”
ADVERSÁRIO: “O Tondela, tirando o último jogo em que foi surpreendido em casa, vinha de uma sequência de cinco jogos sem perder. Isso mostra, claramente, aquilo que o Tondela fez nos últimos jogos, em que foi pontuando, sempre competitivo e competente. Foram uma equipa com estas premissas e que foram conquistando pontos, aumentando sempre a esperança de sair da situação em que estão. Eles sabem perfeitamente que, não nos conseguindo vencer, ficam numa situação cada vez mais complicada na tabela classificativa. Têm individualidades como nós, jogadores competentes, o treinador quando entrou trouxe as suas ideias, completamente distintas daquelas que eram do treinador anterior. Conseguiu começar a somar pontos, conseguiu pôr a equipa muito competitiva, agressiva com bola e sem bola, portanto sabemos que é uma equipa que vai ser difícil de ultrapassar. Nos últimos seis jogos só perdeu por uma vez e nós vamos tentar ser a equipa que vai vencer, pela segunda vez consecutiva, ao terreno do Tondela.”
SITUAÇÃO DA EQUIPA: “Se olharmos para as últimas cinco jornadas, temos cinco pontos. Isto é uma pontuação normal para uma equipa que luta pelos objetivos que nós lutamos. O que está para trás é mais complicado, porque esta situação, se fossemos pela ordem de ideias dos cinco pontos em cinco jogos, 34 pontos em 34 jogos dariam a manutenção. Obviamente quando chegamos sabíamos que tínhamos de fazer mais do que isso para conseguir, mas infelizmente também não tivemos sorte, na questão das lesões em momentos que precisávamos muito. Tivems um jogador que fraturou a perna na estreia, o André Green só se estreou agora. Eram dois jogadores para a frente que vinham trazer coisas diferentes. O Pedro Lima, numa altura importante da época, também se lesionou e nós perdemos um pouco do nosso poder de fogo na frente, para juntar ao crescimento defensivo. Nos últimos cinco jogos temos quatro golos sofridos, que é completamente diferente do que está para trás, mas também só marcamos três. Precisávamos desta ajuda de mais gente para criarmos mais oportunidades, para sermos mais agressivos com bola. E isso foi, sobretudo, o que nos prejudicou bastante. Fizemos o emagrecimento do plantel, tendo em conta a competitividade que queríamos, mas depois não fazemos contas às lesões.”
JOGO ENTRE OS DOIS ÚLTIMOS: “Pressão há sempre em todos os jogos, para mim é sempre igual. Para mim uma pressão boa é olhar para o nosso campeonato, e eu como treinador, ver que sou um felizardo de ser um dos 18 desta I Liga e ser um dos 13 portugueses que são treinadores principais. Para mim, isto é uma felicidade e uma boa pressão. Depois temos de corresponder com resultados. Os jogadores entendem da mesma forma, têm de se sentir privilegiados por estar na I Liga, por representar um clube como o AFS, por estar a competir contra adversários com competências. Isto tem de ser encarado como uma pressão positiva. Obviamente que a tabela classificativa vai pesando à medida que as jornadas vão passando. No final da época não se esperam jogos muito bonitos. Está tudo a lutar pelo ponto, que pode ser muito importante, e isso condiciona muitas vezes a performance individual e coletiva dos jogadores, o plano de jogo. Nós vamos ter a mesma pressão. Sabemos que, vencendo, voltamos a estar mais perto daquilo que queremos, não vencendo vamos estar cada vez mais longe. Ainda esta semana vi que nos deram 3% de possubilidade de chegar ao lugar de play-off, exatamente a mesma probabilidade que o SL Benfica tem para ser campeão, no mesmo estudo. Nós sabemos a dificuldade que cada um tem para os seus objetivos, cada um numa ponta da tabela. Nós temos consciência disso, mas enquanto houver percentagem vamos acreditar e eu acredito plenamente. Há oito jogos e vamos tentar ganhá-los todos. Pode não chegar, com esta discussão entre tantas equipas. Nós vamos jogo a jogo, tentar ganhar. Essa pressão do lado contrário vai ser igual, sabem que se perderem novamente em casa é um tiro no pé para as ambições deles.”
PRESSÃO: “Ambas as equipas entram pressionadas. Eu encaro isto de uma forma muito positiva. Eu sou um privilegiado por estar aqui, e tenho de aproveitar este momento. Tenho oito jogos agora para voltar a fazer aquilo que eu gosto muito, que é estar à frente de uma equipa a liderar, a conduzir para tentar ganhar, tentar promover jogadores, que é outra das funções dos treinadores. Vamos estar até ao final dentro disto, a tentar potenciar jogadores e a tentar ganhar jogos. Se ganharmos jogos estamos a potenciar jogadores, se jogarmos melhor os jogadores são melhores, e isto é o nosso trabalho. Eu tenho um gozo tremendo em estar aqui e agradeço todos os dias por estar a orientar uma equipa. Já vou com perto de 140 jogos na I Liga, mas para mim é como se fosse o primeiro, com a mesma ambição, a mesma vontade. Os jogadores têm de pensar exatamente da mesma forma. Depois, há pressão natural da exigência do momento.”